quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Início da minha comédia privada

É estranho começar a escrever sobre a vida, a minha vida.
Hoje é dia 31 de dezembro de 2014, o ano mais triste da minha vida. 
Neste ano eu consegui realizar alguns planos. Comecei o trabalho voluntário no Parkinson Rec Centre que eu sempre quis, tive meu primeiro emprego no Canada, viajei sozinha de avião duas vezes. Uma das vezes foi viagem internacional, pro Brasil, quando perdi meu avô. Ele é a pessoa mais especial na minha vida. Acho que o Netto vem tomando esse espaço hoje em dia, eu não poderia pedir por melhor marido.
Quero criar o hábito de escrever todos os meus pensamentos, com o celular nas mãos e o app do blog fica mais fácil.
Às vezes as idéias vem a cabeça e eu simplesmente as deixo escapar.  
Hoje eu queria falar sobre Réveillon. Estou sentada no sofá, tomando um vinho, ouvindo heavy metal... Pensando nas festas em que já comemorei a virada. 
Desde criança sempre foi em casa, com meus avós, vestida de branco, com umas frutas na mesa e o show da virada na TV. 
Aos poucos, fui crescendo até passar meu primeiro réveillon fora de casa. Foram tantos, mas os que mais marcaram minha vida foram com a turminha boa do metal de Lavras. Umas festas muito loucas, animadas e regadas a cerveja e vinho. Para comer eu nem me lembro o que tinha. 
Foi a partir de 2004 que minha vida mudou totalmente com essa galera que eu jamais vou esquecer. 
A casa se enchia, gente de todas as idades, muita gente bêbada e vomitando pelos cantos, som alto, o heavy metal e o rock'n Roll sempre estiveram lá. 
Sexualidade a flor da pele, éramos muito novos, queríamos sentir a liberdade nas nossas veias e expressávamos isso com o que podíamos fazer com nosso corpo. 
Poesia demais, romantismo, piada, palhaçada, tudo não nos era suficiente.
Drogas ilícitas eu nunca vi. Ouvi dizer, mas nunca vi. Meus amigos mais próximos não curtiam, e quem curtia sempre foi muito discreto... Na minha inocência da época eu nem percebi esses momentos raros, e hoje pensando vejo que foram pouquíssimos. Que bom. Mas a cachaça, ah a cachaça... Essa estava presente em todas!  
De dose em dose ficávamos todos loucos, não precisávamos de outra droga. 
Ah os reveillons da turma do metal... Como eu queria sentir isso tudo na veia de novo. O tempo passa, você amadurece, cada um segue seu caminho. Cada um tem seu trabalho, seu dinheiro, e pode fazer do Réveillon uma data mais, digamos, confortável em termos de comidas e bebidas. Mas os amigos, esses o dinheiro e trabalho não podem trazer de volta, a turma toda reunida no mesmo lugar ao mesmo tempo. 
 Hoje não moramos todos na mesma cidade, não temos mais tempo uns para os outros, não festejamos mais todos juntos numa bagunça só. Mas no meu coração vocês sempre estarão presentes, especialmente no ultimo dia de todos os anos. A lembrança é muito forte e poderosa.
Que 2015 traga mais união, paz, amor, prosperidade e humildade a todos nos.